Adalberto Campos Fernandes foi o convidado principal da 3.ª Reunião Aberta do Conselho Pedagógico da FMUP
Adalberto Campos Fernandes foi o convidado principal da 3.ª Reunião Aberta do Conselho Pedagógico da FMUP
Novas escolas médicas: Sim, não, talvez, como, quando, onde? Quantos médicos a mais será preciso formar para resolver os problemas de saúde do nosso país? Foi à volta destes temas que um extenso painel refletiu, na 3.ª Reunião Aberta do Conselho Pedagógico da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), no dia 1 de abril.
Adalberto Campos Fernandes, ex-ministro da Saúde e líder da Comissão Técnica Independente (CTI) das ULS Universitárias, foi o convidado especial desta reunião, que contou com Altamiro da Costa Pereira, diretor da FMUP, e com o presidente do Conselho Pedagógico da FMUP, Roberto Roncon de Albuquerque, responsável pela iniciativa, integrada nas comemorações do bicentenário desta Faculdade.
Participaram também Carlos Robalo Cordeiro, presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP) e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), e Firmino Machado, responsável do curso de Medicina da Escola de Medicina da Universidade de Aveiro.
A reunião contou ainda com a presença do subdiretor da FMUP, Francisco Cruz, do presidente do Conselho de Representantes da FMUP, João Bernardes, do diretor do Mestrado Integrado em Medicina da FMUP, Gerardo Oliveira, do diretor da Licenciatura em Saúde Digital e Inovação Biomédica – SauD InoB, João Fonseca, de membros de Conselhos Pedagógicos de outras escolas, nomeadamente Mariana Monteiro (ICBAS), José Carlos Machado (ESEP) e Frederico Couto (Universidade Católica), bem como de responsáveis de Unidades Pluridisciplinares da FMUP, entre outras personalidades.
A estas juntaram-se a presidente da Associação de Estudantes da FMUP (AEFMUP), Inês Sousa, e o presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) e estudante da FMUP, Paulo Simões Peres, bem como estudantes e membros da comunidade académica, entre os quais docentes e investigadores, e alunos do Ensino Secundário do Colégio Horizonte, em Vila Nova de Gaia.
Após o debate, ficou claro que não há falta de médicos no país, mas sim “um problema de organização e de eficiência”, sendo necessário garantir a qualidade do ensino nas escolas médicas e avançar com o preconizado pelo relatório apresentado pela CTI sobre as ULS Universitárias (liderada por Adalberto Campos Fernandes, com a participação do diretor da FMUP), que defende a criação dos Centros Clínicos Universitários como “um imperativo nacional”.